Domingo, 31 de Maio de 2020 04:32
(37) 98812-8974
Polícia Uberaba

Padrasto é preso por suspeita de espancar e matar criança de 4 anos em Uberaba

A vítima chegou a ser atendida no HC-UFTM, mas não resistiu. Policiais revelaram que mãe apresentou versão falsa para proteger o companheiro.

07/04/2020 20h43 Atualizada há 2 meses
Por: Expresso Notícia Fonte: G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma menina de quatro anos morreu nesta terça-feira (7) no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba. A suspeita é de que a vítima tenha sido agredida pelo padrasto, de 23 anos, que ficou responsável pelo cuidado dela enquanto a mãe trabalhava.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a mãe, de 22 anos, chegou em casa nesta segunda-feira (6) e encontrou a filha com algumas dores e lesões. Assim, a jovem foi com o acompanhante e com a filha para o Hospital da Criança, para receber atendimento.

Conforme consta no Boletim de Ocorrência, no local, a equipe médica percebeu que a criança havia sido vítima de agressão física. Eles chegaram a comentar sobre chamar o Conselho Tutelar, momento em que perceberam que o padrasto mostrou preocupação.

Após exames médicos e a verificação da gravidade das lesões, a criança foi encaminhada para o HC-UFTM, onde recebeu cuidados, mas não resistiu e morreu durante a madrugada desta terça, conforme nota da unidade.

A PM só foi acionada pela equipe médica do HC-UFTM, que explicou sobre as lesões externas e internas da criança, sendo indicativo de homicídio.

Nesta terça-feira, segundo relatado no boletim de ocorrência, os policiais fizeram contato com a mãe da vítima que, quando questionada sobre a rotina dela na segunda-feira, narrou primeiramente uma versão falsa. Ela afirmou que a filha, havia passado o dia na casa dos avós do suspeito.

Em seguida, a mãe foi contraditada pelos familiares, os quais narraram que a criança passou o dia acompanhada do padrasto. Aos policiais perguntarem à jovem, ela relatou que apresentou a versão inicial para proteger o companheiro, pois segundo ela, “a culpa cai sempre naquele que não é da família”.

Os policiais localizaram o padrasto, que relatou que de fato passou a segunda-feira, das 8h às 16h, acompanhado da criança, e que nenhuma outra pessoa esteve na casa. Perguntado sobre o relacionamento com a criança, ele apresentou relatos controversos e negou ter praticado qualquer abuso contra ela.

Em seguida, os militares foram até o CEMEI Tutunas onde a vítima estudava e junto à diretoria recolheu, documentos que versam sobre possíveis violações aos direitos dela praticadas pela mãe e pelo padrasto.

Aos policiais,o padrasto da criança narrou que é usuário de maconha, não trabalha regularmente e tem o hábito de ficar no computador até a madrugada.

Uma vizinha relatou que nos últimos dias percebeu que a criança sempre chorava e falava "ai ai ai", e que este fato era recorrente após a saída da mãe com destino ao trabalho. Ela afirmou que não tinha certeza de possíveis abusos, por esta razão nunca havia acionado a polícia.

Os policiais ainda localizaram outro vizinho, que afirmou ter levado o casal e a criança até o Hospital da Criança. Ele relatou que a criança teve convulsões durante o trajeto e que o casal cochilava no banco de trás do automóvel.

A tia da vítima também foi ouvida pelos policiais e relatou que ao tomar conhecimento que a sobrinha havia sido encaminhada até o Hospital das Clínicas foi até o local. No entanto, ela contou que não percebeu nenhum comportamento estranho no hospital.

Além disso, a tia revelou ainda que já ouviu versões de que o padrasto agredia e castigava a criança, mas que a mãe sempre duvidava da filha e que, de certo modo, protegia o companheiro.

A Perícia Técnica da Polícia Civil foi até a residência dos envolvidos e realizou os trabalhos de praxe e o recolhimento de alguns materiais. Outros objetos foram arrecadados pela PM e constam no registro do Boletim de Ocorrência.

Entre os materiais apreendidos estão pés de maconha, munições e os telefones celulares da mãe e do padrasto, pois os aparelhos podem ajudar na elucidação do crime.

Após a conclusão da perícia os policiais deram voz de prisão em flagrante para o jovem pelo cometimento de homicídio da enteada.

Embora não haja até o presente momento elementos de convicção de participação da mãe da criança no crime de homicídio, a omissão dela é considerada notável pela polícia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias