Região

Pratinha, Tapiraí e Córrego Danta poderão deixar de existir caso pacote do governo seja aprovado

Município com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total será

05/11/2019 18h39Atualizado há 2 semanas
Por: Expresso Notícia
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. O ponto consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, enviada hoje (5) pelo governo ao Senado. 

Algumas cidades da região, como Biquinhas, Cedro do Abaete, Córrego Danta, Estrela do Indaiá, Japaraíba, Leandro Ferreira, Medeiros, Pratinha, Quartel Geral, Tapiraí, Santa Rosa da Serra e Serra da Saudade podem deixar de existir. Essa é uma das propostas do governo federal para desafogar as contas públicas, ou seja, a diminuição do número de municípios brasileiros.

Segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, a medida poderá afetar até 1.254 municípios. A incorporação valerá a partir de 2025, e caberá a uma lei ordinária definir qual município vizinho absorverá a prefeitura deficitária. Uma lei complementar disciplinará a criação e o desmembramento de municípios.

A PEC também estende as regras da execução do Orçamento federal aos estados e municípios. A regra de ouro (teto de endividamento público) e o teto de gastos seriam estendidos aos governos locais. 

As prefeituras e os governos estaduais também poderão contingenciar (bloquear) parte dos Orçamentos dos Poderes Legislativo, Judiciário e do Ministério Público locais. Atualmente, somente a União pode contingenciar verbas de todos os Poderes. Os governos locais só conseguem bloquear recursos do Poder Executivo. 

Segundo o Ministério da Economia, a PEC do Pacto Federativo acabará com a disputa judicial em torno da Lei Kandir, ao estender a transferência de royalties e participação especial do petróleo para todos os estados e municípios. Hoje, os estados negociam com a União todos os anos os repasses da Lei Kandir, que prevê que o governo federal deve compensar a desoneração de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para mercadorias primárias e semielaboradas. 

A PEC também proíbe que estados e municípios se apropriem de recursos de fundos de pensão e depósitos judiciais de ações entre particulares para pagarem despesas.

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