Divinópolis

''Eu queria era a mãe dela'', diz mulher que matou criança em Divinópolis

Sara Maria de Araújo, de 38 anos, a vizinha que assassinou Amanda no Centro-Oeste mineiro, confessou o crime e disse que a mãe da vítima era seu alvo

09/08/2019 21h49
Por: Expresso Notícia
Fonte: Itatiaia
Foto: Divulgação PC
Foto: Divulgação PC

 Polícia Civil apresentou na tarde desta sexta-feira Sara Maria de Araújo, de 38 anos, que confessou ter assassinado Amanda Calais, de 6, em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. O crime foi cometido nessa quinta-feira (8). A suspeita disse que matou a menina para se vingar da mãe da vítima, que a teria denunciado para o Conselho Tutelar.

“Eu pensei como é que uma mulher, uma mãe tira uma filha de outra mãe? Que coração é esse? Que demônio é esse? Que ordinaridade é essa? Eu queria, na verdade, era a mãe, não era a criança. Se eu tivesse com um revólver, era ela que eu ia pegar. Ela [Amanda] era um anjo, eu só tenho que pedir perdão para a mãe dela, eu queria era a mãe e a culpada de tudo é a mãe dela”.

Questionada sobre ter escondido o corpo da criança, a investigada disse que temeu a reação da mãe de Amanda e que se arrepende do que fez. “Na hora, a dor que eu estava sentindo era tão forte, de lembrar que eu ia perder a minha [filha] também. Ela [mãe da Amanda] não pensou em mim. Agora eu caí em si que foi covarde mesmo”. 

A mãe da vítima disse que chegou com a menina em casa por volta das 17h e depois percebeu que a criança havia sumido. Populares começaram a ajudar nas buscas e, por volta de meia-noite, encontraram o corpo no quintal de uma casa próxima à que a menina morava. 

Segundo o delegado Leonardo Pio, Sara tentou assassinar a menina de várias maneiras e a matou afogada. “Ela alega que atraiu Amanda até a sua residência. Através de uma corda ela tentou estrangular a vítima, que ficou desacordada. Percebendo que ela ainda não havia morrido, ela pegou a cabeça dela [da vítima] e mergulhou em um balde."

Sara não tinha passagens pela polícia e é investigada por homicídio qualificado e fraude processual, por ter alterado a cena do crime. Ela pode pegar até 30 anos de prisão.  

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